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29/08/2016

Avaliação do controle pressórico de pacientes hipertensos em Seguimento Farmacoterapêutico de acordo com o Índice de Complexidade Farmacoterapêutico e Análise de custo-efetividade

Resenha elaborada pela pesquisadora  Fernanda D'Athayde Rodrigues

Este trabalho consiste na tese de doutorado intitulada “Avaliação do controle pressórico de pacientes hipertensos em Seguimento Farmacoterapêutico de acordo com o Índice de Complexidade Farmacoterapêutico e Análise de custo-efetividade”, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 03 de agosto de 2015. A orientadora foi a professora-doutora Leila Beltrami Moreira, com co-orientação do professor-doutor Mauro Silveira de Castro. A Tese foi concebida a partir de dois estudos realizados no Ambulatório de Atenção Farmacêutica de pacientes hipertensos, que faz parte do Ambulatório de Hipertensão do Serviço de Cardiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

Sendo a hipertensão arterial sistêmica o principal fator de risco para eventos cardiovasculares, há uma grande preocupação em promover a adesão ao tratamento dos pacientes hipertensos. Fatores relacionados com o tratamento farmacológico como a polifarmácia, uso de múltiplas doses e frequência contribuem diretamente para a baixa adesão. A falta de adesão, além de contribuir com o aumento das taxas de morbimortalidade, impacta em maiores gastos para o Sistema de Saúde.

Inicialmente, foi avaliado se a complexidade farmacoterapêutica está associada a insucesso da Atenção Farmacêutica no controle pressórico de uma coorte de pacientes hipertensos. Identificou-se que a complexidade da farmacoterapia, é moderada na maioria dos pacientes hipertensos não controlados, e que é possível obter melhor adesão e controle da pressão arterial com o a atenção farmacêutica. Maior complexidade farmacoterapêutica significa aumento de custos com medicamentos, mas a melhora da adesão ao tratamento, será benéfica para evitar eventos cardiovasculares e suas complicações que se associam à perda de produtividade, à invalidez e até a morte, impactando negativamente  a sociedade.

No segundo momento, foi realizado um estudo de custo-efetividade do método de seguimento farmacoterapêutico (SFT), utilizado nos atendimentos farmacêuticos, nos pacientes na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram avaliados os custos diretos ambulatoriais, idas à emergência e internações. Foram avaliados 213 pacientes que receberam SFT e 212 pacientes em tratamento usual. O custo médio anual dos pacientes em SFT foi de R$ 1707,09, enquanto no tratamento usual foi de R$ 1615,49, no horizonte de tempo de doze meses. O caso-base apresentou uma razão de custo efetividade incremental (RCEI) de R$ 3,46 por mmHg reduzido, enquanto para PAD foi R$ 7,63 por mmHg reduzido. Os custos que mais influenciaram a RCEI foram os  medicamentos e internações. O SFT oferecido em serviço de atenção secundária para pacientes com hipertensão arterial de difícil controle e suspeita de baixa adesão ao tratamento mostrou-se custo-efetivo na perspectiva do SUS.

 

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Edição: Luiz Sérgio Dibe



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