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28/03/2019

Projeto de desenvolvimento de Linhas de Cuidado à Saúde para o Município de Porto Alegre

Resenha elaborada pela pesquisadora Andréia Fontanella

O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto por uma série de serviços de atenção à saúde que estão, ainda hoje, organizados de forma segmentada, existindo lacunas no fluxo e heterogeneidade na padronização de cuidados prestados aos usuários do sistema, não permitindo, muitas vezes, o atendimento de forma integral. Em uma tentativa de superar a fragmentação da atenção e da gestão nas regiões de saúde, em 2010 o Ministério da Saúde, estabeleceu diretrizes para a organização de Redes de Atenção à Saúde (RAS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo da RAS é promover a integração de ações e serviços, caracterizada pela formação de relações horizontais entre os pontos de atenção de saúde, com o centro da comunicação na Atenção Primária.

O município de Porto Alegre, em seu plano municipal de saúde para o quadriênio de 2018 a 2021, aponta o fortalecimento das RAS como prioridade para qualificar as ações e os serviços de saúde, estabelecendo como meta para sua consolidação a elaboração e implantação de linhas de cuidado que contemplem as condições de saúde prioritárias ao município. As linhas de cuidado descrevem rotinas do itinerário do paciente, descrevendo as ações a serem desenvolvidas por cada nível de atenção à saúde com vistas ao cuidado integral de uma determinada condição de saúde, promovendo a padronização do trajeto do paciente ao longo do sistema. Além de promover o acesso do usuário às unidades e serviços dos quais necessita, otimizando recursos, o estabelecimento de linhas de cuidado permite o reconhecimento de pontos de referência para o processo de regulação, conferindo maior eficiência ao sistema logístico de saúde.

Para o desenvolvimento de 16 linhas de cuidado, a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre firmou parceria com o IATS. Ao longo de 12 meses de trabalho, durante os anos de 2019 e 2020, serão construídas linhas de cuidado para acidente vascular cerebral (AVC), cuidado pré-natal (com foco no tratamento da sífilis), tuberculose, asma, asma na infância, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), HIV/AIDS, risco cardiovascular, cardiopatia isquêmica, insuficiência cardíaca congestiva, depressão e risco de suicídio no adulto, depressão na infância, transtornos de ansiedade, dor lombar, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis.

O projeto conta com a participação do Telessaúde RS, especialistas nas diferentes áreas de cuidado e pesquisadores do IATS.

 

Edição: Luiz Sérgio Dibe

 

 



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