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07/03/2011

Centros de excelência em pesquisa do IATS integram a rede ProVac

Cristiana Toscano, professora da UFG e pesquisadora do IATS, é coordenadora técnica da rede de centros de excelência da iniciativa ProVac e uma das autoras do artigo Strengthening the technical capacity at country-level to make informed policy decisions on new vaccine introduction: Lessons learned by PAHO’s ProVac Initiative, publicado no periódico Vaccine. Segundo Toscano os centros de excelência compõem uma rede que gera informações e evidências fundamentais para auxiliar a realização de estudos de avaliação econômica.

As vacinas de HPV, rotavirus e pneumocócica conjugada têm o potencial de gerar substanciais ganhos à saúde, especialmente na redução da mortalidade infantil e morbi-mortalidade das mulheres. O plano de iniciativa do ProVac,  iniciado em 2009 e realizado pelo Opas (Organização Pan-americana da Saúde),  tem a finalidade de fortalecer o processo de tomada de decisão baseado em evidências acerca da introdução de novas vacinas em países da Região das Américas.
 
A implementação da iniciativa do ProVac resultou em inúmeros produtos, incluindo o desenvolvimento de modelos para a análise de custo-efetividade da vacina contra pneumococco, rotavirus e HPV; desenvolvimento de ferramentas estimativas de custos de programas; treinamento regional através de workshops; suporte técnico aos países que solicitarem apoio técnico à Opas; desenvolvimento repositório de informações e treinamentos via web; suporte técnico para os Comitês Nacionais de Práticas de Imunizações e o desenvolvimento da Rede ProVac de centros de excelência regionais.

No Brasil, o Departamento de Medicina Preventiva da USP e o Departamento de Medicina Interna e de Tecnologia em Saúde da Universidade da UERJ participam da rede de centros de excelência, ajudando no processo de comunicação entre a academia e gestores de saúde e desenvolvendo os seguintes estudos respectivamente: metodologia para estimativa de custos de utilização de serviços de saúde e metodologia para estimativa de incidência de otites médias agudas pelo pneumococco.

Os resultados da pesquisa, iniciada recentemente, devem ser finalizados no segundo semestre de 2012, gerando informação de utilidade para os gestores de saúde.


Jornalista: Bruna Repetto