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14/09/2017

IATS conduziu debate na Semana Científica do HCPA

DETABE: Clarice Petramale, Carisi Polanczyk, Maria Angélica Ferreira e Luciane Cruz discutiramm desafios em ATS

Os desafios de ATS nos cenários de pesquisa e assistência foram debatidos com a comunidade acadêmica durante a 37ª Semana Científica do HCPA. Para a coordenadora-geral do IATS, professora Carisi Polanczyk, tais atividades tem poder de "fomentar e disseminar conhecimentos e, sobretudo, incentivar jovens pesquisadores, graduandos e profissionais ao conhecimento das iniciativas de pesquisa e ao reconhecimento de seu produto para a sociedade", descreveu.

Em sua palestra, a psiquiatra e pesquisadora do IATS, Luciane Cruz, apontou a estreita conexão entre pesquisa e gestão que é constituída no âmbito de ATS. "Trata-se de uma agenda de pesquisa muito relevante para a saúde pública, pois temos um cenário com permanente aumento de demandas por incorporação de tecnologias e, por outro lado, capacidade restritiva de investimentos por conta da limitação de recursos. Por isso, pesquisa em ATS representa uma intervenção importante em saúde", explicou.

Cristiana Toscano, coordenadora do Centro IATS na Universidade Federal de Goiás (UFG), relatou, como exemplos da atuação de pesquisa em ATS, as avaliações econômicas realizadas pelo IATS sob encomenda da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para incorporação das vacinas contra rotavírus, pneumococo e HPV.

O cenário de ATS Hospitalar foi abordado pela pesquisadora do IATS e coordenadora do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS), Maria Angélica Ferreira. "As novidades tecnológicas crescem exponencialmente e as instituições precisam dar resposta a estas demandas. Por isso há necessidade de criar e manter atividades de ATS nos hospitais, onde predomina a entrada de tecnologias de alto custo sob prazos reduzidos", defendeu.

Clarice Petramale, assessora da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, por sua vez, defendeu a soberania do SUS na definição das tecnologias a serem incorporadas. "Há muitas pressões de fundo econômico nos processor de discussão sobre incorporação de tecnologias", alertou Clarice. Segundo ela, "o poder da indústria farmacêutica exerce pressão sobre políticos que, em alguns casos, concordam em flexibilizar leis sem levar em conta o risco aos pacientes". "Não são as tecnologias que definem o sistema de saúde. É a sociedade, representada pelo SUS, quem deve definir as tecnologias que entram no sistema", concluiu.

 

Texto e edição: Luiz Sérgio Dibe

Foto: Clóvis Prates