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02/09/2016

Pesquisadores delineiam horizontes para a pesquisa na Semana Científica

Pesquisadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) dialogaram com representantes da comunidade hospitalar, demonstraram avanços e lançaram desafios para a ciência, nesta semana, durante a sessão "Conversando com os Pesquisadores”. A atividade integrou programação da 36ª Semana Científica do HCPA, abordando o tema "Cardiologia: a hipertensão, o infarto e a insuficiência cardíaca".

"Existe um horizonte científico, no qual se projeta que haverá um medicamento para controle preventivo da hipertensão. Desde jovem, a pessoa tomará uma pílula que evitará 80% das mortes por cardiopatias, infartos, AVCs e outras consequências do desequilíbiro da presão arterial. Ainda não se alcançou esta tecnologia, mas esta ideia alimenta a busca científica por erradicar a hipertensão, que é o sonho de muitos pesquisadores da área médica no planeta", revelou o professor Flávio Fuchs, pesquisador do IATS cujo trabalho é dedicado prioritariamente ao estudo da hipertensão, das doenças cardiovasculares e eficácia das terapias.

Fuchs exaltou o desenvolvimento científico idealizado e praticado coletivamente no HCPA, pelo conjunto de pesquisadores e diante da diversidade das linhas de pesquisa mantidas na instituição. "Vivemos uma crise mundial sobre o custeio da Saúde, sob um novo horizonte de expectativa de vida. A base científica é o que deve apoiar sempre as decisões da sociedade. Este é um hospital de produção de conhecimento. Pesquisa e ciência são a grande fonte de soluções para a evolução das sociedades", afirmou.

Pesquisadora do IATS, a médica do Serviço de Cardiologia do HCPA Mariana Vargas Furtado mencionou outra frente desafiadora para a pesquisa de tecnologias para o enfrentamento das doenças cardiovasculares: "A ciência já está próxima de um modelo de polipílula, que poderá trazer diversos fármacos numa dose, o que trará mais conforto para aqueles pacientes que necessitam de muitos medicamentos e, por isso, têm dificuldades de prosseguir com tratamentos", contou Mariana.

Já a vice-presidente médica do Hospital de Clínicas, professora Nadine Clausell, destacou a preocupação da instituição em fazer com que o conhecimento desenvolvido chegue à sociedades gaúcha e brasileira. "Temos a obrigação de traduzir ciência com boa qualidade, decodificada para o entendimento e o usufruto da sociedade. Que seja filtrada das pressões econômicas e interesses meramente mercadológicos e que traga qualidade de vida. Não apenas na forma de remédios inovadores, mas de informação que faça diferença para a vida das pessoas", definiu Nadine.

Também participaram da atividade a chefe do Serviço de Enfermagem Cardiovascular, Nefrologia e Imagem, Eneida Rejane Rabelo da Silva e a professora da mesma unidade de serviço, enfermeira Graziella Badin Aliti; além do chefe da Unidade de Análises Moleculares e de Proteínas do Centro de Pesquisa Experimental, Michael Andrades.

 

Texto e edição: Luiz Sérgio Dibe

Fotos: Clovis Prates