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07/10/2015

HEPATITE C: Saúde pública apresenta novo protocolo

Na metade do ano, o Ministério da Saúde divulgou uma nova terapia, que estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro deste ano, com perspectiva de aumentar as chances de cura e diminuir o tempo de tratamento dos pacientes com hepatite C. Composto pelos medicamentos Daclatasvir, Simeprevir e Sofosbuvir, o novo tratamento deverá beneficiar a cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses, conforme projetam os técnicos da Pasta.

Na ocasião, o Ministério também lançou o novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções. As novas medicações vão beneficiar a pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante e pacientes com má resposta à terapia com Interferon, ou que não se curaram com tratamento anterior. A meta, segundo o Ministério, é ampliar a assistência às hepatites virais, minimizando as restrições impostas pelo tratamento anterior.

O SUS garante o acesso aos medicamentos de combate à doença para todos os pacientes diagnosticados e com indicação de tratamento medicamentoso. Em 13 anos de assistência à doença no Sistema, foram notificados e confirmados 120 mil casos, e realizados mais de 100 mil tratamentos.

Atualmente são 10 mil casos notificados ao ano. Estima-se que a tipo C seja a responsável por 350 e 700 mil mortes por ano no mundo. No Brasil, são registrados anualmente cerca de três mil mortes por associadas à hepatite C.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano. A doença é responsável de 31% a 50% dos transplantes em adultos. Desde 2011, o país também distribui testes rápidos para a hepatite C. Naquele ano, foram distribuídos 15 mil testes, já em 2014 o número saltou para 1,4 milhão de testes. Este ano, está prevista uma compra de 8,6 milhões de testes a serem distribuídos nos próximos anos.

Sem diagnóstico até 1993, a hepatite C, como a hepatite B, também é uma doença de poucos sintomas. Outras formas de transmissão são o compartilhamento de objetos de uso pessoal e para uso de drogas. A transmissão sexual ainda é um tema muito debatido por pesquisadores de todo o mundo, estando presente nas populações de jovens; homens que fazem sexo com outros homens, trans e travestis.
 
 
Edição: Luiz Sérgio Dibe