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26/03/2010

IATS no I Encontro de Avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs)

O I Encontro de Avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) foi aberto pelo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão. Durante a abertura, Aragão afirmou que a reunião é um marco histórico para o país: “Pela primeira vez o Brasil lançou um programa desta dimensão na área de C&T (ciência e tecnologia). Os Institutos têm chamado atenção no cenário internacional, pois englobam projetos altamente articulados com as demandas da sociedade, e extremamente compromissados em desenvolver estratégias para o desenvolvimento sustentável do País”.  
Paralela ao Encontro de Avaliação,foi realizada uma exposição com os principais resultados das pesquisas dos INCTs. Os 122 Institutos foram distribuídos em estandes, e o público pode assistir a vídeos e experimentos e se inteirar dos detalhes do funcionamento de cada Instituto. O IATS foi representado pelos coordenadores e professores do HCPA Flávio Fuchs e Carisi Polanczyk, pelo professor da UERJ e membro do comitê gestor Denizar Vianna e pela Gerente Executiva do projeto Juliana Juk.


Segundo Polanczyk, a avaliação foi positiva e o mais significativo a ser repassado para os pesquisadores do Instituto é a confirmação da continuidade das avaliações feitas pelo CNPQ, sempre primando pela quantidade e qualidade dos projetos. É a primeira vez que o órgão está acompanhando a produção científica e tecnológica nacional, os resultados desta avaliação devem sair em dezembro. “Esta avaliação irá ajudar a entender melhor o que se espera do nosso grupo”, afirma Polanczyk.
 
O presidente do CNPq fez ainda um panorama da evolução e otimização dos recursos investidos nos INCTs e também sobre os desafios e perspectivas do Programa.


- Os 122 Institutos contam com recursos de mais de R$ 600 milhões para custeio, capital e bolsas de diferentes modalidades. A meta é ampliarmos ainda mais o número de Institutos nos próximos anos. Mas temos ainda o desafio de estimular o dinamismo econômico e científico de maneira mais equilibrada regionalmente, e aumentar a interação da academia com o setor empresarial para incorporarmos de vez a Ciência e Tecnologia na produção do desenvolvimento nacional -  afirmou.
 
 
Segundo o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia e também presidente do comitê de coordenação do programa INCT, Luiz Antonio Elias, apesar dos grandes avanços no setor, é necessário aprimorar cada vez mais a agenda da CT&I no cenário brasileiro.


- O ambiente é francamente favorável ao Brasil. A introdução do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação como Política de Estado trouxe importantes avanços, tanto no que diz respeito à evolução dos níveis de investimento, quanto o aprimoramento dos instrumentos de incentivo e de apoio. Mas precisamos estimular ainda mais a capacidade de se fazer ciência no Brasil.- ressaltou Luiz Elias.


O Presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Mário Neto Borges, acrescentou que, através da articulação e sinergia dos Estados frente aos desafios da área de C&T, será possível avançar de forma mais rápida e eficaz.“A inovação deve se tornar um componente sistêmico em todo o território nacional, e não apenas em lugares pontuais. Tanto o Governo quanto a academia, o setor empresarial e a comunidade em geral devem perceber que investimento em Ciência e Tecnologia e Inovação é investimento no futuro”, destacou Borges.


Participaram da abertura também o representante da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Victor Hugo Odorcyk, o representante do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE), Fernando Rizzo, o secretário da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães; do CNPq participaram a vice-presidente, Wrana Panizzi, o Diretor de Administração, Finanças e Planejamento (DAFP), Ernesto Costa de Paula, o Diretor de Engenharias, Ciências Exatas e Humanas e Sociais (DEHS), Glaucius Oliva, o Diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde (DABS), José Oswaldo Siqueira, além de muitos outros dirigentes de outras entidades e pesquisadores renomados.

 
Fonte complementar: Assessoria de Comunicação Social do CNPq

 

Jornalista: Bruna Repetto