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23/03/2010

Ineficácia da Acetylcysteine na proteção dos rins contra substância de contraste

De acordo com o recente estudo clínico, desenvolvido pelo médico e diretor do Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração em São Paulo, Otávio Berwanger, foi comprovado que a droga oral Acetylcysteine, usada para proteger os rins da substância de contraste, não reduz o risco de dano aos orgãos.

O trabalho foi apresentado recentemente no congresso de AHA (American Heart Association) realizado em novembro na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Berwanger afirma que um estudo negativo é tão importante quanto um positivo, no momento em que comprova a ineficácia de um procedimento, como é o caso do uso da Acetylcysteine, uma droga barata e relativamente segura.

A droga, utilizada para proteger os rins da substância de contraste usada durante os procedimentos de angiografia e arteriografia coronária, se mostrou ineficaz diante da pesquisa realizada, que examinou mais 2.308 pacientes de 46 centros no Brasil. Durante o estudo, os pesquisadores escolheram randomicamente os pacientes que iriam ser medicados com Acetylcysteine e os que iriam receber placebo antes e depois do procedimento de cateterismo cardíaco. O resultado comprovou que o paciente que havia ingerido Acetylcysteine tivera a mesma incidência de danos aos rins (13%) dos que haviam tomado placebo.

Devido aos resultados negativos de utilidade da droga, Berwanger afirma a necessidade de descobrir uma substância de contraste menos tóxica para os rins ou uma outra droga que realmente possa proteger os rins dessa agressão provocada pela sustância.

Em próximo estudo, com quase 5 mil pacientes no Brasil e em outros países Sul - Americanos, o  mesmo grupo de pesquisadores irá explorar a salina na prevenção de danos aos rins, assim como já estão nos estágios iniciais de experimentação do bicarbonato. "Nós estamos comparando o bicarbonato com a salina normal, assim como outros tipos de substâncias de contaste". Ressalta Berwanger

Jornalista: Bruna Repetto