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14/07/2010

Intercâmbio de conhecimento na Escola de Altos Estudos do IATS

Qualquer tipo de pesquisa requer conhecimento, tempo e dedicação. Os pesquisadores envolvidos muitas vezes têm oportunidades reduzidas para encontros e intercâmbio de informação com seus pares, devido ao alto grau de complexidade e concentração que os estudos exigem, especialmente na área da saúde. Em um movimento contrário a esse processo, promovendo a troca de experiência e conhecimento de pesquisadores em áreas afins, o IATS promoveu a Escola de Altos Estudos – Tópicos Avançados em Avaliação de Tecnologia em Saúde.

Durante os dias 28 de junho a 2 de julho, o Instituto reuniu, no Hotel Vila Ventura em Viamão, professores nacionais, internacionais, pesquisadores e pós-graduandos. O evento contou com cerca de 100 pessoas por dia, participando em aulas teóricas e em workshops com apresentações de trabalhos.

Na ocasião, Dra. Ursula Rochau trouxe a experiência da Áustria – país onde desenvolve seu trabalho – em relação a avaliação de tecnologias em saúde (ATS). A professora disse que o Brasil se diferencia muito dos países europeus devido ao seu tamanho, a distância de seus estados e, também, as diferentes realidades de cada região brasileira. Mesmo assim, a professora mostrou-se impressionada com a qualidade dos pesquisadores brasileiros e o avanço de seus estudos. Garantindo que o Brasil não está de nenhuma maneira defasado quando comparado às grandes potências mundiais no que se refere a estudos em ATS.

A posição da pesquisadora não se difere da opinião do Dr. Joseph Mathew. O pesquisador indiano afirma que o Brasil é o país mais desenvolvido da América Latina com relação à avaliação de tecnologias em saúde. Ele ressaltou o modelo de evento adotado pelo IATS que, em sua opinião, é a melhor forma para avançar os estudos nessa área, já que agrega os membros da comunidade acadêmica e autoridades políticas da área de saúde, promovendo um grande debate sobre ATS. Além de ser extremamente útil para a academia e para a saúde pública, Mathew ressaltou que capacitações como essa têm muito a agregar para a sociedade. “Os pesquisadores têm o desafio de serem disseminadores desse tipo de informação para a sociedade. É preciso ser como uma pedra, que cai na água e forma ondas”,  completou o professor.

Os pesquisadores Dr. Lucas Junqueira e Dr. Bruno Nascimento vieram de Belo Horizonte para o evento. De acordo com eles, que estudam revisão sistemática e metanálise, o momento foi oportuno para conhecer projetos semelhantes aos seus. Os pesquisadores também ressaltaram a troca de informação como um dos pontos mais positivos do evento. Dr. Lucas afirmou, ainda, que os palestrantes foram de alto nível e tinham total domínio do assunto explanado.

Além do intercâmbio de informações, Drª. Marília Turchi, pesquisadora de Goiânia, ressaltou outro aspecto muito importante do evento. Para ela, o formato do curso – teoria pela manhã e conhecimento de projetos práticos à tarde – proporcionou momentos de reflexão e ideias para possíveis futuros estudos. A estrutura também foi aprovada pela Drª. Maria Novaes, que completou: “As apresentações teóricas são fagulhas para estimular as discussões sobre os temas”. A professora da Faculdade de Medicina da USP afirmou que essa foi a primeira reunião promovida que reuniu diversas instituições de ensino do país sobre avaliação em tecnologia da saúde.
    Para aqueles que não tiveram a oportunidade de comparecer, está disponível nos links abaixo o material das apresentações utilizadas pelos professores que palestraram no evento.